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História

CANEDO

A Vila de Canedo tem as suas origens em tempos muito remotos. Engloba hoje o que outrora foram três freguesias: Várzea, existente já em 897, com uma igreja no mesmo local onde agora está a capela de S. Paio; a da Mota e a de Canedo.

Dentro do seu perímetro, houve antigamente dois mosteiros beneditinos: um de monjas no lugar de Mosteirô, então pertencente à Freguesia de Várzea, fundado em 897, e outro de monges no lugar de Mosteiro, fundado em 950.

A Igreja matriz da freguesia situa-se no lugar do Mosteiro assim chamado por ter existido um Mosteiro de Freiras Beneditinas. Este Mosteiro já existia no princípio da monarquia e a sua fundação é atribuída a D. Tello Guterres pelo ano de 950. D. Dinis doou-o solenemente em 1304 a D. Geraldo, bispo do Porto, com a obrigação de ele e seus sucessores cantarem uma missa diária, em honra de Deus e Maria Santíssima, assim como pela alma de seu pai, pela sua e pela de seus antecedentes e sucessores. Três anos depois o bispo transferiu a doação para o Cabido da Sé. Em 1312 foi anexado ao deádo do Porto para mais fácil administração. Assim se conservou até 1336, ano em que o deão Domingos Martins recusou o padroado do Convento reduzido então a três religiosas. Como resultado desta recusa, o Mosteiro foi reduzido à Reitoria Secular indo as religiosas para o Convento do porto. O Mosteiro e a cerca foram vendidos no tempo dos Philippes. Houve um hospício com a sua pequena cerca, que ficava junto à porta principal da Igreja Matriz, que ficou a ser a residência do Reitor. Ainda existe o edifício do Mosteiro (menos a igreja) transformado em casa particular conservando o nome de "CASA DO MOSTEIRÔ". É conveniente notar que em Canedo há MOSTEIRO e MOSTEIRÔ, aquele junto à Matriz e este próximo do rio Douro. Em cada uma destas aldeias havia um Convento de Freiras Beneditinas e ambos foram depois incorporados nos da mesma Ordem no Porto. Pensa-se que o de Mosteirô ainda era mais antigo que o do Mosteiro. Do de Mosteirô não há vestígios nem tradições mas é certa a sua existência pois consta de documentos antiquíssimos.

Canedo teve foral próprio concedido em 1 de Junho de 1212, por D. Afonso II, aí se dá o nome de "Vila". Vila no sentido de sede de Município? Pinho Leal supõe que era um verdadeiro Concelho, dado que o foral de D. Manuel, em 1514 não menciona o nome de Canedo entre as Freguesias da Feira, o que para o historiador significa que Canedo era um Concelho à parte. É inexistente referência histórica às causas de Canedo ter passado a ser uma Freguesia do Concelho da Feira.

No lugar de Rebordelo, desta freguesia, há a histórica mesa de pedra à volta da qual se reuniam os representantes dos concelhos da FEIRA, CASTELO DE PAIVA, AROUCA e GONDOMAR para estabelecerem os respectivos limites.

Na entrada principal do cemitério da freguesia existe uma placa onde se pode ler "TRIBUTO DE GRATIDÃO DA JUNTA DE CANEDO PRESTADA AOS BENFEITORES ABADE AGOSTINHO JOSÉ PAIS MOREIRA E AUGUSTO BARBOSA PINTO PELO MUITO QUE CONCORRERAM PARA A CONSTRUÇÃO DO CEMITÉRIO PAROQUIAL, construído em 1901".

Houve casas muito importantes como: A CASA DE FAGILDE, a CASA DO MOSTEIRO, a CASA DE VALCOVA, a CASA DE LOUSADO e a CASA DA BOTICA; Esta última pertenceu ao farmacêutico Manuel José Pais Moreira e D. Emiliada Silva Tavares (deste casamento resultaram os seguintes filhos: padre José Augusto Pais Moreira, padre Agostinho José Pais Moreira, farmacêutico Vitorino Pais Moreira e Dra. Maria Pais Moreira). A Dra. Pais Moreira foi uma das primeiras alunas, senão a primeira, a matricular-se na Escola Médico-Cirúrgica do Porto. Em 1892 a Dra. Pais Moreira defendeu tese tendo como tema a higiene da gravidez e do parto. Foi médica da Senhora D. Amélia, Rainha de Portugal. Embora não haja provas, crê-se que a Dra. Pais Moreira tenha prescindido dos seus honorários, devido a trabalhos prestados, dando-se por satisfeita com a honra de os ter feito e, então a Senhora D. Amélia, numa atitude de gratidão e generosidade, ofereceu-lhe um relógio de peito em ouro, relógio muito em uso no final do século XIX. Este relógio é ainda conservado religiosamente pela família Pais Moreira.

A Dra. Pais Moreira passou toda a sua vida profissional na cidade do Porto e no final da mesma regressou às origens, à freguesia de Canedo, onde instituiu um "Salão Cultural" que arremedava o Salão Literário de Maria Amália Vaz de Carvalho em Lisboa por onde passavam as sumidades literárias e políticas do tempo. No Salão de Canedo jogava-se uma partidinha de sueca e discutia-se política; entre outros, era frequentador do referido Salão o ex-pároco de Canedo, padre David Coelho, natural de Arada.

A Casa da Botica pertenceu depois a D. Emília Pais Moreira, casada com Alexandre de Figueiredo, pais do médico Alexandre Manuel Pais Moreira de Figueiredo que, em Canedo e freguesias vizinhas, exerceu clínica e faleceu em 1988.

Há a referir o porto fluvial de Carvoeiro que foi o maior entreposto comercial do Concelho, tanto no século XIX, como no começo do século XX. Situado na margem esquerda do rio Douro. Recebia as mercadorias que tanto vinham do sul, principalmente o sal, como do interior nomeadamente o carvão das minas do Pejão. Era também local de trânsito de passageiros que utilizavam a via fluvial, como local de paragem para os barcos rabelos do transporte do vinho do Porto. As águas da albufeira da barragem Crestuma-Lever submergiram este porto.

Outra referência é a igreja paroquial datada do século XVII com alguma talha dourada e três altares em estilo renascença. Existe no frontispício da torre uma estátua de S. Pedro com algum valor artístico datada do século XV.

 

VALE

Vale tem como Orago São Brás, Nossa Senhora das Candeias, Santo António do Vale.

Vale é uma antiga freguesia portuguesa do concelho de Santa Maria da Feira, com 9,01 km² de área e 1 903 habitantes (2011). A sua densidade era de 211,2 hab/km².

Era uma das poucas freguesias portuguesas territorialmente descontínuas, tendo a adicional raridade de ser constituída por três partes:um núcleo principal (concentrando cerca de 90% do território da antiga freguesia) e dois pequenos exclaves de extensão semelhante, um (lugar de Arilhe) situado a sudoeste da antiga sede de freguesia, separado do corpo principal pela antiga freguesia feirense de Louredo (Santa Maria da Feira), e outro (lugar de Oliveira) situado a sul, separado do corpo principal da antiga freguesia de Vale pela freguesia de Romariz, do mesmo município.

Do seu património histórico realça-se a Igreja de Santa Maria (matriz), as Cruzes dos Passos, o Cruzeiro paroquial e as Capelas de São Tomé e de Cedofeita.

Foi extinta (agregada) pela reorganização administrativa de 2012/2013,sendo o seu território integrado na União das Freguesias de Canedo, Vale e Vila Maior, mantendo-se as descontinuidades territoriais na nova freguesia alargada.

 

VILA MAIOR

Vila Maior é uma antiga freguesia portuguesa do concelho de Santa Maria da Feira, com 2,71 km² de área e 1 511 habitantes (2011). A sua densidade populacional é de 557,6 hab/km².

Aqui nasceu Carlos Alberto Ferreira de Almeida, a 27 de Dezembro de 1934. Iniciou os seus estudos no Seminário do Porto, onde completou o curso superior de Teologia. Entre 1963 e 1968 cursa História na recém-restaurada Faculdade de Letras da Universidade do Porto, tendo recebido em 1965 o primeiro prémio da sua promissora carreira de etnógrafo. Após a conclusão do curso, permanece na Faculdade de Letras como assistente e é então que se inicia na investigação que produziu até ao final dos seus dias. Um homem que dedicou mais de metade da sua vida a campanhas de pesquisa e escavação arqueológica, possuidor de uma carreira académica brilhante, e de um percurso pré-catedrático longo mas meritório, Carlos Alberto Ferreira de Almeida escreveu centenas de estudos etnográficos que em muito aumentaram o nosso actual conhecimento de tradições, hábitos, costumes e história, sendo da sua lavra os estudos mais marcantes nos domínios da Etnografia, da Antropologia, da Arqueologia e da História da Arte no nosso país. O fundador do Instituto de História da Arte da Faculdade de Letras da Universidade do Porto faleceu em 1996 na Venezuela, apenas doze anos depois de ter atingido a Cátedra em História de Arte e Arqueologia.

Do seu património histórico realça-se a Igreja de São Mamede (matriz), as Cruzes e capelas dos Passos e os Vestígios castrejos.



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